A História de Israel desde Moisés até o Exílio Babilônico

A História de Israel desde Moisés até o Exílio Babilônico

Por Carla Ribas 

Deus escolheu para Si um povo que estava escravizado no Egito. Escolheu Moisés como líder desse povo e o capacitou para conduzi-los do Egito à terra prometida. 

Essa não foi uma tarefa fácil, Moisés precisou superar suas limitações, exercitar a sua fé e ter muita coragem para enfrentar Faraó em nome de Deus. Ele enfrentou também o povo muitas vezes incrédulo.


Quando finalmente conseguem sair do Egito, uma viagem que deveria durar quarenta dias estende-se por quarenta anos, culpa do próprio povo que insistia em desobedecer, duvidar da promessa de Deus, queixar-se da sua situação e não exercitar a sua fé

Desde o início, mesmo Deus tendo operado maravilhas no meio do povo, este ainda pecava. Após 40 anos de peregrinação no deserto o povo de Israel chega na terra de Moabe antes de entrar na Terra Prometida. Moisés, por ter desobedecido à ordem divina ferindo a rocha ao invés de apenas falar, não pode entrar na terra prometida. Apenas a contemplou do alto do Monte Nebo, onde morreu e foi enterrado. Neste momento Satanás trava uma disputa pelo corpo de Moisés. Jd vs 9.

Josué assume o lugar de Moisés e lidera o povo de Israel na conquista da terra prometida, iniciando com a travessia do Rio Jordão a pés enxutos, repetindo o mesmo tipo de milagre que Deus operou por intermédio de Moisés, o que conferiu a Josué a mesma liderança que Moisés.

Após a morte de Josué e todos os de sua geração, o povo se esquece do Senhor Deus e de suas leis e de seus estatutos, levando o Senhor a permitir que outros povos subjuguem o povo de Israel. 

Quando se encontravam nesta situação o povo clamou ao Senhor, Deus ouviu e atendeu levantando juízes que libertaram o povo de seus algozes. Porém, tão logo ficava livre da opressão, o povo voltava a pecar e a se esquecer do Senhor e novamente Deus enviava outros povos que os subjugavam e eles novamente se voltavam para o Senhor. Este período relatado no livro de Juízes durou cerca de 430 anos.

Quando Eli era o sumo sacerdote e mais uma vez a nação de Israel estava distante de Deus, surge o profeta, sacerdote e juiz chamado Samuel. Samuel foi um homem que levou Israel a voltar-se para o Senhor. Porém, ao ver que as nações vizinhas possuíam reis, o povo teve inveja e foi até Samuel e exigiu também um rei. 

Deus, contrariado, escolheu Saul e Samuel o ungiu como rei de Israel. Mas Saul desobedeceu ao Senhor e Deus o rejeitou.

O Senhor vasculhou a nação de Israel e encontrou um homem segundo o Seu coração. O jovem pastor Davi foi ungido rei de Israel por Samuel quando Saul ainda reinava. Foi perversamente perseguido por Saul até a sua morte, quando a promessa foi cumprida e Davi assumiu o trono. 

No governo do rei Davi as fronteiras de Israel se alargaram, a cidade de Jerusalém foi conquistada e ficou conhecida como a cidade do Rei Davi. Certa vez, Davi pecou contra o Senhor e amargou um período de muita angústia tanto para sua família como para a nação de Israel. 

Ele desejou construir um templo ao Senhor, mas foi impedido por ser um homem sanguinário - segundo o próprio Deus.
Após a morte de Davi, Salomão, seu filho, assumiu o trono no lugar de seu pai. Salomão, o homem mais sábio da terra, desfrutou de um período de paz e prosperidade nunca antes visto em Israel, quando em Jerusalém havia prata como pedra. 

Durante o seu reinado o templo do Senhor foi construído na cidade de Jerusalém. Por outro lado, o povo sofria com os altos impostos estabelecidos pelo seu governo. 

Quando Salomão morre, seu filho Roboão assume o trono em seu lugar. Procurado pelo povo para que aliviasse a carga tributária, Roboão, ao invés de atender o conselho dos mais experientes preferiu dar ouvidos aos seus amigos de juventude e responder que o seu dedo é mais pesado do que os lombos de seu pai. O povo se revolta e a nação de Israel divide-se em dois reinos, o reino do Norte e o reino do sul. Apenas duas tribos ficam com Roboão, as tribos de Benjamim e de Judá. As demais seguem a Jeroboão. 

Quando Roboão se levanta com o seu exército para reconquistar as dez tribos, o Senhor não permite e revela que esta é a Sua vontade. Isto ocorreu devido aos graves pecados de Salomão que, por ter muitas mulheres, deixou-se corromper adorando outros deuses. Ainda quando reinava o Senhor falou a Salomão que rasgaria o reino em dois, mas não nos seus dias por amor ao Davi, seu servo.

O reino do Norte se afastou do Senhor e passou a sacrificar a outros deuses. O Senhor enviava profetas para que se voltassem para Ele, mas o povo insistia em pecar. Então após aproximadamente 600 anos de reinado o Deus enviou o exército Assírio e a nação do Norte foi invadida e dominada por este povo forte e poderoso, destruindo, matando e conquistando Samaria,  a capital do Reino do Norte. 

Mesmo vendo o que acontecera com o reino do Norte e o seu castigo devido aos seus pecados, o reino do Sul insistiu em pecar contra o Senhor. Eles achavam que, pelo fato de terem o templo de adoração ao Senhor e a Arca do Concerto, Deus não permitiria que a nação fosse conquistada como a nação do Norte. 

Mas foi exatamente o que aconteceu. Nabucodonozor e seu exército conquistou Jerusalém e destruiu completamente o templo construído por Salomão e levou cativo os homens mais capazes e inteligentes, homens que pertenciam a nobreza da nação de Israel.

O Exílio Babilônico

Foi o cumprimento da profecia entregue inicialmente por Isaías ao rei de Judá - Ezequias. E depois a  mesma mensagem foi entregue por varios profetas.

Como conseqüência da desobediência do povo, Deus estabeleceu que o povo de Judá e os habitantes de Jerusalém teriam que servir ao rei de Babilônia pelo período de setenta anos - Jeremias 25:11. 

Durante o reinado de Nabucodonosor, o exercito da Babilônia realizou três viagens a Jerusalém. A cada viagem os castigos à cidade se tornavam mais severos. 

Na primeira vez, Nabucodonosor levou consigo para a Babilônia boa parte dos utensílios preciosos que encontrou no templo erguido por Salomão alguns séculos antes -  Dn 1:1-2; II Cr 36:6 e 7, e um número considerável de reféns, jovens provenientes da mais alta classe social judaica, inclusive Daniel. 

Nesse período, o reino de Judá era aliado do Egito. O rei da Babilônia havia derrotado um posto militar avançado do Egito, localizado em Carquêmis, próximo ao rio Eufrates, muitos quilômetros ao norte. 

Com a perda dessa guarnição, o Egito perdeu o controle que mantinha sobre a Síria e a Palestina, permitindo que Nabucodonosor marchasse livremente sobre Jerusalém, ao sul.
Em Jerusalém, Nabucodonosor forçou Jeoiaquim a renunciar ao tratado com o Egito e a assinar um termo de compromisso com Babilônia. 

Após a morte de Jeoiaquim e durante o breve reinado de seu filho Joaquim, que durou apenas três meses, a cidade de Jerusalém foi novamente atacada e uma segunda leva foi encaminhada para Babilônia, incluindo milhares de cativos e todos os artífices e ferreiros. Ninguém ficou senão o povo pobre da terra - II Reis 24:8-16. 

A terceira investida por parte do exército de Babilônia ocorreu em 586 a.C., durante o reinado de Zedequias. Nesta ocasião Jerusalém caiu e o templo construído por Salomão foi destruído - II Reis 25:8-9 e II Crônicas 36:17-21. Novamente, apenas os pobres dentre o povo foram deixados na terra de Judá - Jeremias 39:10. 

Neste episódio Jeremias, por providência divina, foi libertado do cativeiro e teve a oportunidade de optar em ficar na terra de Judá - Jeremias 39:11-14 e 40:6.



Foto: fanpop.com
Fontes de Consulta:
Bíblia de Aplicação Pessoal - CPAD
Manual Bíblico SBB
Comentário Bíblico Beacon - CPAD
HCSB Study Bible - Holman



2 comentários :

  1. Foi ao povo hebreu que o criador do céu e da terra revelou o seu verdadeiro nome IAHUH (IÁ-RRU) e o nome do seu primeiro filho IOHSHUA (IO-CHUA) o Messias e irmão nosso, a nossa Salvação.

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  2. Ao povo hebreu foi revelado pelo criador do céu e da terra o seu verdadeiro nome IAHUH (IÁ-RRU) e o nome verdadeiro do seu primeiro filho IOHSHUA (IO-CHUA), o Messias e irmão nosso, o nosso Salvador, mas as religiões feitas pelos humanos escondem e fazem de tudo para não aceitarem esses verdadeiros nomes e exterminar esses nomes do conhecimento dos humanos, porém no fim dos tempos tudo o que é oculto vai ser revelado para desmascarar essas religiões enganadoras da verdade e os seus enganadores irão receberem o que merecem.

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